Faltava-nos viver este período em que os presidentes dos países mais poderosos estão no balneário a tirar a toalha e a comparar os tamanhos. Chegou-nos a uberdade da juventude palerma dos homens adultos armados em adolescentes, conforme a origem, para nos deixar inquietos. Dantes, compravam carros de elevada potência. Ou montavam cavalos. Ou dedicavam-se a torneios militares. Hoje, brincam ás imagens de poder.

Maduro decidiu mentir, tal como o ocidente decidiu mentir sobre Maduro. Inventou uma eleição fantasma para mudar a Constituição que lhe dará como destino a inglória passagem medíocre para a História. Morta a democracia uma centena de venezuelanos, o homem que ouviu Chávez num “pajarito” não tem a noção de que são os militares a dominá-lo, não Bolivar ou a Esquerda. Aliás, a Esquerda nada tem com Maduro nem com os seus opositores. A Goldman Sachs tanto gosta de uns como de outros, desde que deite mão ao petróleo.

Mais acima o Trump prossegue, mostrando-se rapaz dos seus 12 anos, mal educado e mimado, contra um sistema que ainda vai travando a sua lei mas não o seu desconchavo. Irritado por ter mãos pequenas, decidiu irritar os moderados da sua equipa e tirar a toalha da cintura para mostrar as armas aos russos, chineses e, enfim, à mascote da equipa adversária, a Coreia do Norte.

Putin, o capitão russo, não tira a toalha, monta búfalo dentro do ginásio e promete arrasar o terreno de jogo quando lhe apetecer, só porque sim. Uma amiga alemã tem deitado água nesta fervura, com medo de perder a banquinha onde vende automóveis e baterias, ferros e medicamentos, sangue humano e computadores.

Os chineses, liderados pelo urso Pooh, já censurado, fazem demonstrações militares e um aviãozinho deita uma bomba ao ar, sem terra onde ir parar, ao lado dos amigos Russos. Uma manobra de balneário durante o duche que decidem tomar a dois, para que o resto dos rapazes vejam bem quão fortes são.

Nas Filipinas o violador-mor desculpa a morte dos seus cidadãos, até aos eleitos, uma vez que o seu combate moral, contra as drogas, tudo justifica.

Em Espanha o presidente do governo e o melhor marcador vão a tribunal; em França a Juventude Gaulesa quer ficar de bem com todos; na velha Albion ninguém sabe se sai ou fica; no Brasil joga-se às escondidas com Moro e outros justiceiros; no Paquistão muda-se de líder e no Afeganistão dá-se cada vez mais liberdade aos que querem matá-la. Em Angola ninguém sabe onde pára o poder nem o que vai acontecer dentro de meses. Em Cuba espera-se que o americano não prevarique.

Tudo isto se resolve com a saída destes rapazes do balneário. Há que telefonar aos pais para os virem buscar, que o planeta precisa de ir trabalhar.

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